Tudo sobre automação comercial para bares e restaurantes

Entenda o que é automação comercial para bares e restaurantes, confira as vantagens e saiba tudo para implementar no seu negócio
garçom fazendo pedido em PDV, em referência a automação comercial em bares e restaurantes

Sumário

Você já conhece o potencial da automação comercial para o mercado de bares e restaurantes? Já imaginou como seria se os estabelecimentos pudessem automatizar tarefas? 

Os funcionários não precisariam se deslocar da mesa do cliente até a cozinha para fazer o pedido. A operação seria muito mais ágil. Os gestores não teriam que perder horas organizando as contas e as informações do dia-a-dia. 

Com certeza seria um ganho de tempo, produtividade e lucratividade para os negócios. 

São muitos os motivos que levam os bares e restaurantes a dar um passo em direção ao futuro, escolhendo a eficiência acima da tradição. Não que utilizar blocos de notas para realizar pedidos seja ruim, mas é que hoje em dia há tecnologias que ganham deles em todos os sentidos. 

E por que não aproveitá-las? Se você quer saber como implantar automação comercial em bares ou restaurantes, confira tudo sobre o assunto neste artigo!

O que é automação comercial?

Para começar, vamos entender primeiro o conceito de automação comercial. Ela pode ser definida como a adoção de tecnologias e ferramentas para automatizar processos de uma empresa, tanto no operacional quanto na gestão estratégica do negócio. 

Por exemplo: no seu dia a dia, o dono de um restaurante tem que registrar e organizar inúmeros dados de compras, estoque, produtos e vendas. O tempo perdido nessa tarefa poderia ser usado para planejar promoções, pensar estratégias para cortar custos ou treinar a equipe. 

Então, por que não deixar que um computador realize atividades trabalhosas e repetitivas? Com certeza esse trabalho seria feito muito mais rápido e com maior confiabilidade. Isso é possível graças a um conjunto de equipamentos e sistemas que permitem automatizar diversas tarefas, tornando a operação muito mais fluida e ágil. 

No entanto, para que isso aconteça, é fundamental planejar a infraestrutura considerando desde os equipamentos mais simples, como um leitor de código de barras, até os softwares de análise de dados. 

Tudo deve estar conectado, e neste artigo vamos ajudar você a entender o que é essencial para que a operação rode com eficiência e segurança. 

Veja a seguir quais as vantagens de adotar automação comercial em bares ou restaurantes!

Por que automatizar processos em bares e restaurantes

Tudo em uma operação pode ser resumido a um processo. 

Quando você identifica os processos de um bar ou restaurante, fica fácil ver como eles podem ser otimizados, trazendo mais lucro e baixando o custo ao mesmo tempo. 

Além de facilitar e otimizar os processos operacionais, a automação comercial vai proporcionar tempo livre aos administradores do negócio, fazendo com que eles possam realizar análises e planejamentos estratégicos. 

Se antes as funções do gestor eram ter certeza que não estava faltando nada no caixa, que o estoque foi entregue corretamente, e que a operação estava dando lucro, com a automação comercial essas atividades do dia a dia entram no “piloto automático”. 

Além disso, as informações que ajudam a criar uma estratégia de vendas e crescimento aparecem de forma natural. É o que veremos a seguir. Acompanhe!

Como um sistema de automação comercial ajuda o negócio a crescer?

Os sistemas de automação comercial nada mais são do que softwares que facilitam todo o processo de venda. Se o produto vendido for um prato de comida, por exemplo, o software vai ajudar a:

  • Informar os cozinheiros o prato que deve ser feito sem precisar ir à cozinha;
  • Descontar do controle de estoque a quantidade dos ingredientes utilizados naquele prato;
  • Adicionar vendas ao controle de caixa;
  • Registrar dados cadastrais do cliente;
  • Visualizar todas as informações da operação em relatórios, planilhas e gráficos.

Além de agilizar a operação de ponta a ponta, com essa tecnologia é possível coletar informações e visualizar padrões no negócio, como:

Hábitos de Consumo

É possível conhecer os clientes a fundo, analisando informações como gênero, faixa etária, quantidade de visitas, quantos voltam após X meses, qual o ticket médio e outras características. 

Também é possível ver quais os produtos e serviços que os clientes mais consomem. Sabendo disso, fica fácil entender como alavancar as vendas. 

Por exemplo:  fazer uma promoção de uma entradinha que ficou esquecida no estoque, junto com a cerveja mais pedida!

Além disso, é possível ver os horários que representam o pico de consumo e quando a demanda acaba ficando mais escassa.

Representatividade Lucrativa

Saber qual o ingrediente ou produto que está dando mais dinheiro, e aquele que só traz prejuízo. 

Ver de forma detalhada todos os serviços oferecidos pelo negócio, quais são mais utilizados e quais trazem maior faturamento, podendo assim mensurar no que o atendimento deveria focar.

Atendimento de mesas

Entender como a rotatividade das mesas funciona, qual o faturamento, ticket médio,  tempo de permanência, número de pessoas, horários e quantidades de visitas. 

Desta forma, pode-se identificar qual o perfil dos clientes e melhorar o atendimento focando os esforços no que gera melhores resultados. 

Produtividade dos colaboradores

Ter total visibilidade da produtividade da equipe. Saber todas as vendas  (faturamento) que os colaboradores fizeram, com a quantidade de Check-ins (Cadastros) e quantos Check-out (pagamentos). 

É possível obter um ranking de quem está vendendo mais e identificar se há ociosidade na equipe. Com isso, pode-se realizar treinamentos e ações para melhorar o desempenho e ter um time mais eficiente. 

Então, para ter todos esses benefícios, confira o que é necessário em termos de equipamentos, infraestrutura e softwares. 

Equipamentos necessários para automação comercial 

Os equipamentos necessários para automatizar o seu negócio dependem da estrutura operacional dele. Para um bar, restaurante, ou casa noturna, a necessidade de alguns equipamentos acaba diminuindo, enquanto a de outros aumenta.

Se o seu negócio for um bar ou casa noturna que vive lotado, pode ser que instalar totens de autoatendimento acabe cortando os custos fixos de ter mais funcionários atendendo os clientes e fechando as contas.

Para restaurantes, equipamentos de automação comercial voltados ao atendimento ao cliente são mais comuns. Por exemplo: telas de produção, terminais de atendimento e o sistema de pagamentos TEF são encontrados em diversos estabelecimentos.

Conheça a seguir alguns desses equipamentos de automação comercial e quais os benefícios. 

Terminal de Pedidos (PDV)

O terminal de pedidos é uma estação fixa que fica no salão do estabelecimento, na área destinada ao atendimento ao cliente. 

Essa estação é usada pelos garçons e atendentes para tomar os pedidos dos clientes, enviando automaticamente as informações para os terminais de produção na cozinha e bar para produção.

Os terminais de pedidos normalmente ficam espalhadas pelo restaurante com uma distância igual entre elas. Da mesma maneira que os funcionários são separados por área de atendimento, o terminal de pedidos é separado por áreas atendidas. 

Para restaurantes, os terminais de pedidos são postos entre as áreas dos atendentes, para que 3 funcionários – garçons e atendentes – possam usar o mesmo terminal sem precisar percorrer grandes distâncias. 

Saiba mais: PDV: o que é, quais as funcionalidades e vantagens

Isso ajuda na organização e na redução de custos com infraestrutura e hardware, sem comprometer a qualidade do atendimento.

A vantagem dessas estações é a confiança que elas providenciam. Essas telas, para serem usadas, precisam ser conectadas diretamente à rede de energia. Assim, é impossível que elas fiquem sem bateria (a não ser que a energia acabe), ou sem conexão.

É possível integrar o terminal de pedidos com leitores biométricos. Leitores biométricos são equipamentos que usam a biometria (a digital, por exemplo) para reconhecer qual funcionário anotou, cancelou ou estornou cada pedido. 

Assim, os relatórios de performance acabam sendo fiéis à realidade e seguros ao ponto de saber qual funcionário atendeu mais mesas, obteve o maior lucro ou exatamente o contrário.

Dispositivos móveis

Realizar os pedidos por mobile ajuda a descentralizar o atendimento como um todo. 

Os dispositivos móveis, como smartphones, tablets e Smart POS, funcionam como um PDV móvel. Eles proporcionam mais liberdade e agilidade para os funcionários, uma vez que não precisam se deslocar até um PDV fixo para fazer os pedidos. 

No entanto, há alguns pontos a considerar antes de adotá-los. Os dispositivos mobile precisam ser recarregados sempre que acabar a bateria. Caso eles não sejam postos em seus pontos de energia no final do expediente, eles não vão estar prontos para uso no dia seguinte. 

Além disso, como em todos os dispositivos dessa natureza, com o decorrer do tempo a bateria do equipamento acaba viciando, carregando menos do que na primeira vez. Por isso, busque ficar atento ao tempo operacional dos dispositivos para saber quando pedir outros, e assim não prejudicar a sua operação.

Os dispositivos mobile também precisam de sinal de internet confiável, por todo o estabelecimento. 

Por serem wireless, eles conseguem se conectar à rede Wi-Fi do estabelecimento e não precisam de cabo, mas isso significa que o sinal de internet dentro do seu negócio vai precisar ser o mais forte possível, em todos os cantos. Veremos mais sobre isso adiante. 

Sem contar que hoje em dia novas tecnologias acabam melhorando produtos que já existiam no mercado. No caso do atendimento mobile, são os pinpads bluetooth, que utilizam o sinal de internet dos smartphones para realizar uma cobrança online.

Esses equipamentos costumam usar a tecnologia TEF (Transferência Eletrônica de Fundos) para otimizar o atendimento, fazendo o usuário cadastrar as diferentes adquirentes que usa para cada bandeira, e as taxas que ele paga por transação de acordo com o banco. 

Por causa dessa etapa de configuração, o sistema acaba assegurando que as taxas estejam sendo retidas corretamente pelas adquirentes. 

A margem de lucro, por outro lado, acaba sendo sempre a maior, pelo sistema passar o cartão sempre pela adquirente com as menores taxas para a bandeira dele.

Comanda Individual

As comandas individuais são os cartões ou papéis entregues quando o cliente entra no estabelecimento, seja ela casa noturna, bar, restaurante ou comércio. 

Elas dão a liberdade para o consumidor andar pelo estabelecimento e consumir ao mesmo tempo, melhorando a experiência enquanto maximiza o ticket médio por cliente. Também facilitam a cobrança pelo consumo individual, evitando problemas ao dividir a conta de uma mesa, por exemplo. 

Quem nunca ficou até o final de uma comemoração de aniversário, quando a conta chegou? Se para os atendentes já é difícil ficar pagando separado, imagina para os consumidores que ficaram para trás na hora de dividir a conta?

Para que as comandas individuais funcionem perfeitamente, será preciso incluir outros equipamentos capazes de ler o código de barras dela, seja o swiper de cartão ou o leitor de barras, para assim não entrar no risco do atendente digitar o número errado. Saiba mais sobre eles abaixo. 

Leia também: Comanda eletrônica para bares: como usar essa tecnologia?

É possível  escolher entre cadastrar ou não o cliente na comanda, que também pode ser pré ou pós paga. 

A diferença é que, cadastrando o usuário na comanda, você vai evitar aquele transtorno de perda de comanda ou comandas trocadas, podendo facilmente identificar, pelo cadastro, a quem pertence. 

Nesses casos, é bom ter uma tela de visualização nos pontos de atendimento para poder verificar a identidade do consumidor em questão.

Esses pormenores fazem o usuário se sentir mais à vontade no estabelecimento, consumindo mais de acordo com o tempo que ele passa dentro dele. Quão mais seguro você se sente dentro de algum lugar, maior será o tempo de permanência, aumentando o ticket médio do consumidor.

Totem de Autoatendimento

O totem de autoatendimento é uma estação fixa que pode ficar em qualquer local do estabelecimento. Eles podem ser usados para automatizar os pedidos dos clientes e fechar contas.

A vantagem desse equipamento de automação comercial é a liberdade e autonomia proporcionada aos seus clientes. Muitas vezes, oferecer opções e alternativas acaba fazendo com que eles vejam o negócio de forma positiva, escolhendo a melhor que se encaixa para o tipo de consumo de cada um.

No caso dos totens, além de serem uma alternativa às filas do caixa, eles também são uma maneira de economizar no longo prazo. Às vezes é necessário ensinar os clientes como usar eles, mas com adesivos no próprio totem esse problema acaba sendo solucionado facilmente.

Esses equipamentos costumam usar a tecnologia TEF para otimizar o atendimento, fazendo o estabelecimento cadastrar os diferentes adquirentes que usa para cada bandeira, e as taxas que ele paga por transação de acordo com o banco. 

Por causa dessa etapa de configuração, o sistema acaba assegurando que as taxas estejam sendo retidas corretamente pelas adquirentes. A margem de lucro, por outro lado, acaba sendo sempre a maior, pelo sistema passar o cartão sempre pela adquirente com as menores taxas para a bandeira dele.

Sem contar que, além de oferecer outras opções para os seus consumidores, esse equipamento consegue trabalhar 24 horas por dia, 7 dias por semana – quando ligado à uma fonte de energia e rede interna.

Impressora de Pedidos

As impressoras de pedidos servem para imprimir os pedidos realizados nos terminais de atendimento. Elas ficam nos locais onde ocorre a produção, como a cozinha e o bar. 

Quando um pedido é registrado no PDV, vai automaticamente para a impressora. Se for um drink, ele vai ser impresso no equipamento que se encontra no bar. Se for um prato, petisco, entrada ou sobremesa, ele vai sair na impressora de produção da cozinha.

A desvantagem de utilizar impressoras é que a retirada dos pedidos impressos é feita manualmente. Assim, é preciso muita organização para não cometer erros, atrasar ou esquecer pedidos. 

Uma tela de produção KDS tem a vantagem de fazer essa organização automaticamente e não precisar de papel. 

Saiba mais: Tela de Produção ou Impressora de Pedidos? Descubra qual é melhor

Tela de Produção (KDS)

A tela de produção, também conhecida como KDS (Kitchen Display System), é uma estação fixa que fica na área destinada à produção de alimentos e bebidas, ou seja, na cozinha ou no bar. 

Essas estações são usadas pelos funcionários para visualizar os pedidos que foram tomados pelos atendentes e que ainda precisam ser produzidos. Elas substituem as impressoras de pedidos

Como estão todos na mesma tela, é comum juntar os pedidos iguais para produzir em massa. Assim, o tempo total de espera até receber os pedidos diminui, melhorando a experiência do consumidor.

Além disso, há economia em custos variáveis, como rolos de papel e tinta que são necessários para as impressoras de pedidos.

Painel Numérico Eletrônico

O painel numérico digital costuma ser utilizado em restaurantes com alta rotatividade (em praças de alimentação, por exemplo), comércios e estruturas comerciais com uma quantidade elevada de clientes. 

Normalmente elas são usadas junto com uma senha, na parte de açougue e panificadora dos supermercados, na retirada de comida – especialmente em food trucks e fast food – e restaurantes otimizados com equipes pequenas.

Em outras palavras, o painel numérico digital ajuda a evitar filas gigantescas, por manter a ordem enquanto assegura o conforto e liberdade de movimento da clientela. Isso sem necessariamente incorrer em maiores gastos. 

Ao invés de contratar mais um funcionário para fazer a recepção dos consumidores, anotando nomes e telefones para então direcioná-los às mesas quando estas estiverem liberadas, painéis numéricos providenciam maior liberdade de movimento e independência ao consumidor. 

Esses equipamentos são comumente utilizados em estabelecimentos que não possuem serviço de mesa, voltados para a alimentação. Essa prática facilita o negócio dinâmico com equipe enxuta, utilizando todos os recursos humanos no atendimento e confecção dos pedidos dos respectivos clientes. 

Nesses estabelecimentos, a oferta de valor está voltada completamente para o produto, não precisando desenvolver uma estrutura que acomoda o cliente, e sim o contrário.

A ideia é poder entregar a maior quantidade de produtos e serviços possíveis para os consumidores, sem perder tempo limpando mesas, talheres, ou entregando os pedidos nas mesas dos respectivos consumidores.

Leitor de Código de Barras

O leitor de código de barras é utilizado tanto na leitura de cartões ou comandas de consumo, quanto de códigos de barras de fornecedores. 

Na questão do atendimento, o processo que esse equipamento otimiza é identificar qual cartão está sendo usado para realizar o pedido. Assim, ao invés de ficar digitando os números de identificação do cartão no teclado, basta com botar o código de barras embaixo do leitor para que o sistema reconheça a comanda que está sendo usada.

No caso do controle de estoque, é necessário que os fornecedores tenham um certificado digital para que essa otimização funcione. Com ela, esse equipamento de automação atualiza o estoque com os itens que foram enviados ao seu estabelecimento ao ler o código de barras do pedido. 

Se o fornecedor possuir um certificado digital, ele consegue cadastrar e registrar online os itens que foram enviados à você. Assim, ao usar o leitor de código de barras, todos os itens que foram cadastrados serão lidos pelo sistema, e automaticamente acrescentadas ao controle de estoque.

Para os estabelecimentos que optarem por comandas individuais para otimizar o atendimento, é necessário pensar sobre a necessidade de leitores de código de barras. É um custo baixo para quem já investiu no resto da automação do estabelecimento.

Em filas de caixa lotadas, tanto para sair quanto para entrar, alguns segundos valem muito.

Tipos de servidores utilizados para automação comercial 

Os servidores são fundamentais para qualquer tipo de negócio, desde os que têm apenas um caixa (em muitos casos, caixa-servidor, que irei comentar mais para frente) até casas de shows com mais de 80 terminais de PDV, são os servidores.

Os servidores são responsáveis por armazenar os dados, rodar as rotinas de contingência e sincronização entre os terminais, regras de negócios, backups de dados, entre muitas outras funções. 

Assim, para ter um sistema integrado com informações precisas e em tempo real, é necessário ter um servidor para conseguir guardar todos os dados que a sua operação vai gerar.

Confira abaixo a diferença entre os servidores, as vantagens e benefícios de cada um.

Servidor Local

A mais antiga forma de todos os servidores é o servidor local, também chamado de servidor físico, servidor dedicado ou servidor on-premise. 

Existem diversos tipos, mas vamos focar naqueles utilizados para sistemas de automação comercial.

Caixa-servidor

O primeiro de todos é o caixa-servidor, que é, basicamente, um terminal de pedidos, caixa e servidor em um só equipamento. 

Este tipo de servidor armazena os dados gerados pela operação, enquanto é utilizado para realizar as vendas e tomar pedidos dos clientes, seja ele um computador, tablet ou celular. 

Este tipo de servidor é o mais dinâmico e barato, e também o menos seguro. 

Dinâmico e barato por não precisar adequar a infraestrutura do seu negócio para comportar todo o cabeamento e sinais necessários por uma operação maior. Em outras palavras, é só instalar e já começar a usar!

Por outro lado, esse tipo de servidor é menos seguro por centralizar tudo em um só equipamento. 

Desde tomar conta das rotinas operacionais, regras de negócios e armazenagem de dados, como também rodar o sistema de ponto de venda para a operação, ele não consegue priorizar uma ou outra coisa. 

Isso faz com que o computador tenha uma carga pesada de uso e que, caso aconteça alguma falha com o equipamento, suas informações de vendas e o resto da sua operação fiquem comprometidos.

Desde um cliente derrubar uma bebida no computador ou um atendente deixar cair o tablet, qualquer imprevisto desses pode comprometer os dados da sua operação.

Computador

O segundo tipo de servidor é um simples terminal ou computador normal e corrente com o qual estamos acostumados. 

É recomendado que tenha mais memória RAM e processador do que o normal, para assim ficar conectado à rede local priorizando as funções mencionadas acima. 

Por ser dedicado a essas funções, como também não ter o sistema operacional instalado (no sentido de não poder realizar vendas nele), ele se mantém seguro em um local protegido, para que nada aconteça com ele e, consequentemente, com os dados operacionais.

As vantagens deste tipo de servidor podem ser resumidas ao baixo custo com o aparelho e melhoria na segurança. 

No entanto, o baixo custo do aparelho acaba sendo equilibrado com os gastos extras com infraestrutura – cabos de rede ou equipamentos Wi-Fi. 

Sem falar que, caso você acabe deixando o equipamento de lado, pode acabar superaquecendo, dependendo da intensidade do uso e da ventilação do local no qual o equipamento se encontra.

Servidor Cloud

O mais recente e inovador é o servidor Cloud, ou ‘na nuvem‘. 

Este tipo de servidor serve para o armazenamento e regras de negócio, fazendo tudo que os outros tipos de servidores fazem. 

O único pormenor é a necessidade imprescindível da internet, ou seja, sem conexão não há técnico que te ajude caso você escolha essa opção. Isso pode trazer dependência ou lentidão que, para grandes operações, podem ter as vendas comprometidas em questão de segundos.

Por outro lado, ele é o mais seguro de todos. Isso pelo fato da manutenção ser feita pela empresa de hospedagem (em servidores profissionais), em geral grandes empresas como Amazon Web Services (AWS) ou Google (Cloud Platform). 

A dificuldade em configurar esse sistema é média para complexa – em geral precisando de alguém que saiba muito de informática para configurar da melhor maneira possível em termos de segurança, capacidade e custo, dependendo do nível de necessidade da sua operação. 

Normalmente este serviço é feito pela empresa que oferece o sistema de automação, sendo o custo de configuração incluído no preço final do serviço.

A vantagem desse tipo de servidor é que não precisa de computadores internos ou servidores de gateway, apenas hubs ou switches de rede e Wi-Fi, assim como uma conexão ativa à internet. 

Caso sua operação precise de operação online, um servidor gateway é recomendado para trabalhar todos os dados e regras de negócios enquanto offline. 

O tempo de resposta pode não ser tão rápido quanto os servidores da rede interna, mas com uma boa conexão de internet não há obstáculo que pare a sincronização. 

Normalmente quem oferece o serviço para diversos clientes opta por uma configuração de alta disponibilidade e escalonamento para que a aplicação sempre esteja disponível, 24/7, acessível por qualquer lugar com internet. 

Os backups são gerenciados pela própria hospedagem, como Amazon ou Google. Tudo isto gera, além de uma tranquilidade que os dados estão seguros, agilidade e mobilidade dando lugar à utilização com terminais mais simples, como um aparelho mobile, tendo todos os dados do PDV e gerenciamento na nuvem, em tempo real.

Servidor de Passagem (Gateway)

A inovação e o avanço tecnológico tornam os equipamentos disponíveis cada vez mais velozes, mais inteligentes e com maior capacidade para processamento e armazenamento. Enquanto a capacidade operacional apenas aumenta, o tamanho diminui.

O servidor de passagem ou gateway é um pequeno terminal simples que se conecta na rede para conectar as diferentes plataformas utilizadas, também conhecido como “fog computing” (névoa) ou “bridge”. 

Em outras palavras, é um equipamento que consegue fazer os terminais, servidores externos, e outros equipamentos se comunicarem entre si. 

O mais comum é um bridge simples de comunicação entre o sistema do cliente na nuvem e o ambiente interno, controlando todas as rotinas e regras de negócios para que todos os terminais, mesmo sem um servidor interno, consigam se comunicar e ter dados corretos sobre o estoque, vendas, pagamentos, e qualquer outro dado que você possa querer visualizar, independente de onde.

Normalmente ele é utilizado, por seu tamanho e simplicidade, para o processamento das regras de negócios, envio de notas fiscais (para o SAT, PAF-ECF ou NFC-e), realizar a carga do banco de dados (produtos, serviços, catálogos, eventos, entre outros) do sistema entre os terminais na mesma rede. 

Entre as vantagens constam o baixo custo – normalmente sua capacidade de memória e processamento são pequenos quando comparado aos outros -, tanto do equipamento quanto da manutenção, e a facilidade em configurá-lo para a função desejada.

Esse equipamento serve apenas para o armazenamento mínimo de dados – ou seja, ideal para pequenos e médios estabelecimentos – com tempo de resposta rápido, dependendo da rede. 

Para bancos de dados maiores, é necessário instalar uma rede para o envio a um servidor interno ou de cloud. 

A vantagem deste tipo de equipamento é que, em uma operação enxuta ou que precisa de agilidade, você consegue utilizar este aparelho para sincronizar todos os equipamentos celulares ou tablets. 

Concomitante à sincronização, o aparelho também oferece a conexão com equipamentos adicionais, como TEF, balança, SAT, leitores de cartões, entre outros que normalmente precisariam de USB para funcionar.

Servidor Profissional ou Dedicado

Se você ainda não confia na segurança que os outros servidores podem te proporcionar, pode ser que a paz para a sua consciência seja o servidor profissional (ou servidor dedicado). 

O servidor desse tipo costuma ser mais caro, por possuir diversos HDs (a parte do computador onde são armazenados os seus dados) e uma tecnologia chamada RAID e SAS.

RAID

O RAID faz com que os dados sejam gerados e gravados, automaticamente, em diversos HDs ao mesmo tempo. 

Isso significa que os dados conseguem ser acessados rapidamente (por exemplo, se um dos HDs estiver sendo usado para uma outra função no momento, você poderá acessar os mesmos dados em outro HD, no mesmo servidor), enquanto o próprio equipamento toma conta de outras funções operacionais.

Basicamente, a tecnologia faz com que os HDs trabalhem em conjunto como se fossem um, utilizando a performance de todos ao mesmo tempo na escritura e leitura de dados. 

O problema é que, se um dos HDs acabar corrompido (com algum malware), toda a informação gravada até o momento ficará comprometida. 

É como se o documento dos dados fosse um prédio, e as diferentes partes gravadas nos HDs, os pilares centrais. No momento que um deles não presta, o prédio como um todo deixa de prestar também.

SAS

A tecnologia SAS, por outro lado, usa diversos HDs em forma de espelhamento, para assim criar uma redundância e manter os dados mais seguros. 

Ao espelhar o HD, o sistema grava tudo no HD principal e cria um backup instantâneo em um HD separado. Assim, no caso de algum imprevisto com o primeiro, o sistema continua funcionando normalmente usando o segundo, terceiro, quarto, e assim sucessivamente. 

O custo e performance dos SAS depende da qualidade e marca do HD. Os mais caros costumam possuir maior capacidade, melhor velocidade e quantidades superiores de discos utilizados para a gravação simultânea.

Estas máquinas podem ficar ligadas o tempo todo sem problemas de superaquecimento – contanto que não sejam colocadas dentro de uma gaveta, por exemplo. 

O ideal é ter uma sala pequena dedicada aos mesmos, com acesso restrito de pessoal, mas com boa ventilação, tanto para entrada de ar fresco como saída de ar quente. 

As vantagens podem ser resumidas à segurança na armazenagem dos dados, como também performance superior em relação às outras opções. Por esses motivos, o equipamento acaba ficando mais caro do que os outros, acima da média de qualquer outro tipo de terminal.

Todos estes tipos de servidores são seguros por estar fisicamente com você, contanto que os devidos cuidados e manutenção sejam realizados. 

Quanto mais dedicado e caro o servidor, mais complexa sua configuração e manutenção. No caso do servidor estar dentro da casa na qual a sua operação acontece, você precisará apenas conectá-lo à rede local, e não à internet. 

Por causa dessa conexão direta com os outros equipamentos da sua operação, o tempo de resposta geralmente é bem curto (dependendo da rede e infraestrutura de cabeamentos ou Wi-Fi).

Existe também a possibilidade de manter o servidor em outro local, comunicando através da rede com o seu negócio para gerar e armazenar os dados para os relatórios. 

No entanto, se a internet cair ou acontecer algum problema com a rede, a sua operação pode ficar comprometida. Isso acontece porque, como responsável pelas rotinas operacionais e funções de back-end, a interrupção da comunicação acaba acarretando problemas operacionais nos outros equipamentos. 

A integridade dos dados ficará comprometida em caso de queda de conexão, e pode criar lentidão no sistema pelas baixas ou interrupções de sinal e velocidade. 

Todo o administrativo, banco de dados e relatórios estão neste equipamento e é necessário que, para evitar problemas, este servidor seja de um porte de hardware (configuração das especificações) e também infraestrutura de rede condizentes com o volume da operação do negócio.

Qual tipo de servidor é melhor para automação em bares e restaurantes?

Todos estes tipos de servidores podem trabalhar de forma independente ou em conjunto

Por exemplo, um servidor de gateway no caso de contingência por queda de internet, com o servidor cloud como backup; ou um servidor interno que possui backup mensal na nuvem. 

Existem inúmeras possibilidades para combinar estes tipos de servidores, adequando a estrutura de armazenagem e processamento dos dados e rotinas da melhor maneira possível para o seu estabelecimento. 

Cada tipo de servidor ou cada combinação depende da operação – se é em um local fixo com terminais, ou um food truck que possui apenas aparelhos celulares – e também tem que ser condizente com o tamanho da operação. 

Consulte um técnico de confiança para poder saber qual encaixa melhor para o estabelecimento. 

Como preparar a infraestrutura do estabelecimento para a Automação Comercial

Agora que você já sabe quais equipamentos são necessários para a automação, é muito importante entender o que esse equipamento precisa para funcionar. 

Os computadores e acessórios são os músculos, mas os pontos de rede e energia são o sistema nervoso central e o esqueleto da operação. Sem a estrutura adequada, o sistema não rende 10% do que ele poderia render.

É muito fácil saber o que fazer quando se tem as informações certas, por isso a gente reuniu as melhores dicas sobre esse processo. 

Essa vai ser a parte em que você prepara o seu negócio para crescer, e para que ele cresça sem obstáculos, você vai precisar preparar ele direito. Continue lendo e saiba como preparar o seu estabelecimento para a automação comercial!

Como planejar a rede de internet e energia

Todos os computadores e leitores se comunicam por uma rede, usando um cabo que conecta cada um deles a um hub ou switch. 

As telas de pedido e visualização, impressoras de pedidos, e terminais para os caixas funcionam com o cabo de rede e o de energia, então tenha o plano de como vai ser ou é a disposição do seu estabelecimento em mãos. 

Fica muito mais fácil planejar a implantação sabendo onde os pontos vão ser colocados, e por onde os cabos irão passar.

Resumindo, você vai precisar de um ponto de rede (hub ou switch) e um ponto de energia para cada:

  • Terminal de caixa
  • Impressoras fiscais
  • Impressoras de pedidos
  • Telas de visualização
  • Telas de pedidos
  • Scanner de Barras

Cuidados com a rede Wi-Fi

Apenas os smartphones e tablets que normalmente são usados para anotar pedidos conseguem se conectar usando Wi-Fi

No caso deles, você vai precisar verificar o alcance do sinal de internet no seu estabelecimento. Existem diversos apps no mercado que te ajudam com isso, como o WifiAnalyzer.

Se por acaso tiver falhas em alguns lugares, procure um técnico para te ajudar com a instalação de repetidores de sinal ou roteadores

Falhas na internet causam pedidos repetidos, pedidos incompletos na tela de visualização, dificuldade em processar pagamentos, e diversas outras falhas que acabam com a reputação de qualquer negócio.

Isso vale também para os estabelecimentos que oferecem rede Wi-Fi aberta aos clientes. Quanto mais pessoas estiverem conectadas em uma rede, mais devagar a conexão vai ficar, levando aos mesmos problemas que a gente acabou de apontar. 

Portanto, instale uma rede somente para as máquinas que você vai usar na automação do seu negócio.

Conte com um técnico especializado

É necessário chamar um técnico para realizar todas essas reformas, mas é ainda mais importante você saber essas informações para poder planejar a reforma direito. 

Quando você posiciona os cabos de rede e energia geram interferência eletromagnética, e isso faz com que o sinal seja interrompido. 

Sem o isolamento certo o sinal acaba falhando, interrompendo o funcionamento do sistema. Apenas um técnico qualificado vai conseguir. 

Conheça o EPOC: sistema de automação comercial para bares e restaurantes 

Como vimos neste artigo, a automação comercial é a melhor solução para restaurantes e bares que desejam ter operações eficientes e inteligência de negócio. 

Além de automatizar processos e proporcionar agilidade para o atendimento ao cliente, o uso de tecnologia permite que os gestores possam dedicar mais tempo para as estratégias de crescimento da empresa. 

Agora que você já conhece essas vantagens e sabe tudo o que é necessário para automatizar a operação de um estabelecimento, já pode implantar a automação comercial. Comece escolhendo um parceiro de confiança!

O EPOC é o sistema de automação comercial para bares e restaurantes mais completo do mercado. Entre suas funcionalidades estão:

  • PDV para atendimento de mesa, balcão, comanda individual pré e pós-pago, ficha de produto, balança, catraca, rodízio e KDS para facilitar a preparação dos pratos.
  • Autoatendimento via totem e por QR Code que o seu cliente pode acessar seu cardápio, fazer o pedido e pagar pelo próprio celular.
  • Pix, TEF e pagamento integrado por bluetooth
  • Integração com os principais apps de Delivery (Ifood, Rappi, Delivery Direto) e grandes ERPs (SAP, Everest, Omie)
  • Retaguarda administrativa com controle de estoque, ficha técnica e módulo de produção
  • Gestão financeira com contas a pagar e a receber, fluxo de caixa e DRE
  • CRM com cadastro de clientes, programa de fidelidade e promoções exclusivas

Tudo isso e muito mais foi desenvolvido por especialistas no mercado de bares e restaurantes. Temos tudo o que você precisa para a automação do seu estabelecimento. Cada detalhe do sistema é pensado para potencializar as vendas e otimizar os resultados do negócio. 

Nosso sistema se adapta a diferentes modelos de operação, e você pode contar conosco para entender o que faz mais sentido para o seu bar ou restaurante.    

Trabalhamos com parceiros que prestam o melhor serviço e dão suporte total para você implantar automação comercial. Fale conosco para automatizar seu restaurante ou bar! Solicite o contato dos nossos consultores para saber como podemos ajudar. 

Quer se tornar um parceiro EPOC e ajudar a revolucionar o mercado de restaurantes e bares? Conheça os benefícios de se tornar um de nossos revendedores!

Dúvidas Frequentes

O que é automação comercial?

É a adoção de tecnologias e ferramentas para automatizar processos de uma empresa, tanto no operacional quanto na gestão estratégica do negócio.

Por que automatizar processos em bares e restaurantes?

Para facilitar e otimizar os processos operacionais e proporcionar tempo livre aos administradores do negócio, fazendo com que eles possam realizar análises e planejamentos estratégicos.

Como um sistema de automação comercial ajuda o negócio a crescer?

1 – Agiliza toda a operação;
2 – Coleta informações de hábitos de consumo;
3 – Permite analisar a representatividade lucrativa de cada produto;
4 – Analiza o atendimento de mesas;
5 – Avalia a produtividade dos colaboradores.

Quais são os equipamentos necessários para a automação comercial?

1 – Terminal de Pedidos (PDV);
2 – Dispositivos móveis (tablets, smartphones, smart POS);
3 – Comanda individual;
4 – Totem de autoatendimento;
5 – Impressora de pedidos;
6 – Tela de produção (KDS);
7 – Painel numérico eletrônico;
8 – Leitor de código de barras.

Quais são os tipos de servidores usados na automação comercial?

Caixa-servidor;
Computador;
Servidor cloud;
Servidor de passagem (Gateway);
RAID;
SAS.

Qual tipo de servidor é melhor para automação em bares e restaurantes?

Existem inúmeras possibilidades para combinar estes tipos de servidores, adequando a estrutura de armazenagem e processamento dos dados e rotinas da melhor maneira possível para o seu estabelecimento.

Como preparar a infraestrutura para a automação comercial?

– Planeje a rede de Internet e de energia;
– Tenha cuidado com a rede Wi-Fi;
– Conte com um técnico especializado para instalar a sua rede.

Guilherme

Guilherme

Jornalista, redator e membro da equipe de marketing da EPOC.

Inscreva-se em nosso blog

Receba os melhores conteúdos para ajudar a alavancar seu negócio gastrônomico